quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cazuza - O tempo não para


Título original: Cazuza - O Tempo Não Para
Lançamento: 2004 (Brasil)
Direção: Sandra Werneck, Walter Carvalho
Duração: 98 min
Gênero: Drama


Sociedade Viva Cazuza

Trailer: Cazuza - O Tempo Não Para (2004)


Uma emocionante biografia. Cazuza, estrela da música e da poesia, foi levado pela Aids. Mas transformou sua perda em ganhos. Hoje, temos a Sociedade Viva Cazuza, que luta pela causa.

O filme retrata a instável e promissora vida de Cazuza, a formação da banda Barão Vermelho, sua carreira solo, seu sucesso, relacionamento com seus pais, seus amigos, seus amores e o percurso de sua doença – a Aids.

Transgressão, ausência de limites, sedução, expressão de sentimentos, intensidade, correr riscos, coragem. Sem começo, sem fim, sem foco. Assim o filme nos mostra a vida de Cazuza.

Vítima de HIV, Cazuza morre, em 1990. Deixa-nos sua eterna arte e a continuidade de sua luta.








Vivendo no limite (Sweet Jane)


Vivendo no limite (Sweet Jane, 1998)
Direção e Roteiro:Joe Gayton
Gênero: Drama / Romance
Origem: Estados Unidos
Duração: 83 minutos


Filme denso que retrata três temas polêmicos: Aids, Drogas e Prostituição. Registra a vida na rua, nos becos, no mundo de crimes como tráfico de drogas e prostituição.

Em muitos momentos não é muito agradável, mas às vezes é necessário levarmos um “tapa na cara” da realidade para repensarmos nossos valores.

Em contrapartida, Vivendo no limite (Sweet Jane) nos mostra a descoberta do amor e da companhia. A descoberta da força interior da capacidade para a compaixão que será o consolo e salvação de ambos. A benção de termos um anjo da guarda no movimento da vida.

Resumindo, é uma tragédia comum aos dois personagens, Jane e Tony. Viver e fugir de ser soropositivo.





terça-feira, 30 de novembro de 2010

A cura


Título original: The Cure
Lançamento: 1995
Direção:Peter Horton
Atores:Brad Renfro, Aeryk Egan, Delphine French, Joseph Mazzello.
Duração: 110 min
Gênero: Drama
Clipe do filme A Cura

Dois amigos. Um garoto solitário, com uma mãe negligente e agressiva. Um garoto portador da AIDS, com uma mãe próxima e cuidadosa. O filme além de falar sobre amizade, preconceito, família e amor, aborda, também, uma das formas de contágio do HIV, a transfusão de sangue.

Para conseguir a cura os meninos usam a imaginação e a pureza infantil e pré-adolescente. Utilizam a brincadeira para lidar com a realidade. Precisam aprender a lidar com a morte num período de perdas – a transição da puberdade para adolescência. A perda da infância, a perda dos pais heróis, a perda do corpo infantil... E a perda da saúde, a perda de uma amizade.

No decorrer do filme vemos a falta de conhecimento aliada ao preconceito. A interferência de alguns adultos, nem sempre saudável. A falta de compaixão e o preconceito.

A questão que me fica é: será que o preconceito do início da década de 80 é realmente diferente do de hoje? Pois, na semana passada foi veiculada uma reportagem da revista Istoé (edição 2141, de 19 de novembro de 2010) com o seguinte título: Jovens, covardes e homofóbicos.

O filme se encerra com o belo e dolorido silêncio da perda.